A assinatura do contrato para a construção de mais um trecho da Fiol 2, ferrovia localizada na Bahia, foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (5).
Com isso, a construção do trecho entre Guanambi e Caetité poderá avançar. Durante as discussões sobre o projeto, houve um conflito ambiental, pois a malha iria passar nas margens da barragem Ceraíma, um reservatório de água responsável pelo abastecimento de diversos municípios do sul da Bahia. Para resolver essa questão, foi feita uma alteração no traçado da ferrovia.
O consórcio vencedor, A.Gaspar/Vipetro, ficará responsável pelos projetos e pela construção de 35,75 km da ferrovia. A expectativa é que a malha fique pronta em no máximo quatro anos.
A Fiol é uma ferrovia que corta a Bahia e está dividida em três trechos diferentes. O trecho 1, entre Ilhéus e Caetité, já foi concedido à iniciativa privada e é administrado pela mineradora Bamin. O trecho 2, entre Caetité e Barreiras, está em construção pela Infra S.A.
A ideia do governo é que, após 68% das obras executadas, seja feita uma concessão da Fiol juntamente com a Fico. Com a finalização da construção deste trecho, remanescente do trecho 5F, a ferrovia ultrapassa esse percentual. “Temos 71% de execução física da FIOL II e mais de 46% dos trilhos já lançados. Com o 05FC contratado, eliminamos um dos principais gargalos técnicos da ferrovia”, disse André Ludolfo, diretor de Empreendimentos da Infra S.A.
Com a expansão da Fiol, será feita uma conexão com a Fico, na cidade de Mara Rosa (GO). A malha integra a ferrovia bioceânica, que liga o Porto de Ilhéus ao Porto de Chancay, no Peru. O Ministério dos Transportes defende que com essas obras será possível criar um novo eixo comercial com a Ásia.
A ideia é deixar sob responsabilidade da futura concessionária tanto a conclusão da Fiol 2 quanto as obras integrais da Fiol 3, ainda inexistentes, em um trecho que vai de Barreiras (BA) até Tocantins, bem como a Fico.

