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Cooperativas enfrentam dificuldades para financiar produtores, afirma Cotrijal

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

As cooperativas agrícolas estão enfrentando dificuldades para financiar as atividades no campo devido ao crédito rural restrito e aos juros elevados. A avaliação foi feita pelo presidente da Cotrijal, Nei César Manica, durante a Expodireto Cotrijal, no Rio Grande do Sul.

Manica explicou que a mudança no perfil do crédito rural nos últimos anos reduziu as linhas subsidiadas e aumentou a dependência de recursos a taxas de mercado. Ele afirmou:

““Veja bem, o Plano Safra nos últimos anos foi acontecendo e a tendência é que praticamente acaba o crédito rural no Brasil.””

O presidente da Cotrijal destacou que a situação se inverteu:

““Hoje a inflação é 5%, 6% e as taxas de juros, Selic 15%, mercado 20%. Então o produtor não tem subsídio, ele não tem.””

Ele ressaltou que o valor anunciado do Plano Safra vem com muitos recursos livres, que são juros de mercado, o que não comporta a atividade de crédito.

Diante desse cenário, as cooperativas têm assumido parte do financiamento das operações dos produtores, mesmo sem esse papel institucional. Manica comentou:

““Então, o que nós fizemos, acabamos fazendo a cooperativa, é um papel que não é nosso, é de banco.””

Ele enfatizou que isso gera custos, pois é necessário buscar esse dinheiro de outras fontes.

Manica também alertou que o espaço para ampliar esse apoio é limitado.

““Ah, não tem muito fôlego não, porque tem muitas cooperativas que não têm condições de fazer esse financiamento.””

Ele destacou que a Cotrijal auxilia, mas enfrenta um momento difícil com a falta de crédito e a seletividade nas operações.

O dirigente ainda comentou sobre as dificuldades financeiras enfrentadas por parte dos produtores do Rio Grande do Sul, que vêm lidando com frustrações de safra e eventos climáticos extremos.

““Veja bem, o Rio Grande do Sul vem há quatro anos com frustrações, vem com uma enchente.””

Ele observou que muitos produtores estão descapitalizados e com dívidas alongadas.

Apesar do cenário desafiador, a Expodireto continua sendo uma vitrine tecnológica para o setor. Manica afirmou que a feira foi concebida para expor tecnologia e inovação no agronegócio, com 613 expositores em uma área de 180 hectares.

““Esse é o luxo da Expodireto.””

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