Copom reduz Selic em 0,25% e analisa impactos econômicos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou nesta quarta-feira (18) a redução da taxa Selic em 0,25 pontos percentuais. Essa é a primeira diminuição na taxa básica de juros do Brasil desde maio de 2024.

O Banco Central (BC) expressou cautela na condução da política monetária, considerando os impactos da guerra no Oriente Médio. O mercado esperava uma redução maior, de 0,50 pontos percentuais, antes do início do conflito, que trouxe incertezas globais e pressão inflacionária, especialmente devido ao aumento dos preços do petróleo.

““No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”,”

afirmou o comunicado do Copom. Especialistas comentaram sobre os efeitos da Selic em 14,75% nas finanças pessoais e investimentos. O programa Resenha do Dinheiro abordará esses temas, oferecendo informações aos investidores.

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Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Research, avaliou a comunicação do Copom como “neutra para dove” e percebeu um BC menos austero. Ela sugere que, dependendo da evolução da situação global, o próximo ajuste pode ser de 25 ou 50 pontos-base.

““Se ele vai ajustar o ritmo de calibração, me pareceu que ele quer dizer que na próxima é ou 25 pontos-base, ou 50 pontos-base”,”

disse Fontes. Para investidores conservadores, ela considera os títulos atrelados à Selic uma boa opção, pois continuarão rendendo bem, mesmo com cortes menores do que os esperados.

Thiago Godoy, conhecido como “Papai Financeiro”, alertou sobre a situação de famílias endividadas. Ele destacou que, apesar do corte, a Selic ainda é alta, o que mantém os juros elevados para quem utiliza crédito pessoal.

““O corte de hoje é uma notícia positiva, mas é preciso colocar no tamanho certo. A Selic em 14,75% ainda é um juro altíssimo, entre os mais elevados do mundo”,”

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afirmou Godoy. Ele também sugeriu que a renegociação de dívidas pode se tornar mais viável com a expectativa de novos cortes.

Além disso, o Federal Reserve dos EUA decidiu manter os juros entre 3,50% e 3,75%, o que impacta os mercados internacionais. Bernardo Pascowitch, CEO da Yubb, comentou sobre a relação entre a economia americana e o preço do bitcoin, afirmando que a liquidez global está baixa e que os investidores estão se afastando de ativos de risco.

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