O corpo do brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, será cremado nesta segunda-feira (9) após sua morte em Powder Springs, Geórgia, nos Estados Unidos. Gustavo foi baleado por policiais no dia 3 de março.
A liberação do corpo ocorreu após a perícia, finalizada no último sábado (7). A mãe de Gustavo relatou que a família optou pela cremação e uma cerimônia reservada devido à gravidade dos ferimentos.
Familiares afirmam que Gustavo foi baleado sem motivo enquanto conversava com conselheiras do governo sobre tratamento psicológico. O Departamento de Polícia de Powder Springs, no entanto, alega que ele sacou uma arma durante a ocorrência.
Natural de Belo Horizonte, Gustavo morava em Acworth há mais de 20 anos e era estudante na Life University. Sua mãe, que preferiu não se identificar, destacou que ele era dedicado e defensor de causas sociais, como a luta contra a crueldade animal.
““Meu filho não estava armado. Era completamente contra arma, era ativista contra violência”, disse a mãe.”
A mãe de Gustavo, que estava com ele pouco antes do incidente, ainda não foi chamada para depoimento. A família aguarda a análise de imagens de câmeras de segurança e solicita que vídeos de câmeras corporais dos policiais sejam examinados.
Na ocasião, Gustavo se encontrou com sua mãe e duas profissionais de saúde mental no estacionamento de um supermercado para pedir ajuda. Segundo a família, ele estava apresentando sinais de transtornos mentais e ficou nervoso, mas não agrediu ninguém.
O caso está sendo investigado pela Agência de Investigação da Geórgia. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que está em contato com a família.


