Corpo de policial militar é exumado em SP para novas perícias

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Polícia Civil confirmou a exumação do corpo da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada morta em seu apartamento no centro de São Paulo no dia 18 de fevereiro. A exumação ocorreu na última sexta-feira, 6 de março de 2026, para a realização de novas perícias.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que aguarda os resultados dos laudos periciais para dar continuidade às investigações. O advogado da família, Dr. Miguel Silva, declarou que os familiares estão cientes da exumação e que as perícias foram realizadas. Ele afirmou:

““Em breve, nós teremos um laudo cadavérico onde vai elucidar os fatos, é o que nós esperamos.””

O advogado também relatou que a família apoiou o processo de exumação, pois “buscam a verdade”. Ele destacou que, embora seja doloroso para a família, eles continuam a apoiar a investigação.

A morte de Gisele foi inicialmente tratada como suicídio, pois foi encontrada com um ferimento causado por arma de fogo na região da cabeça. Contudo, após investigações que levantaram suspeitas de um relacionamento abusivo com seu marido, Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da PM, o caso passou a ser considerado uma “morte suspeita”.

A mãe da vítima relatou à polícia que o oficial impunha restrições à filha, proibindo o uso de batom, salto alto e perfume, além de exigir que ela cumprisse diversas tarefas domésticas. A Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCESP) realizou uma reconstituição da morte na residência do casal no dia 2 de março e continua com as apurações.

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