A CPI (comissão parlamentar de inquérito) do Crime Organizado ouvirá o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), nesta quarta-feira, 11 de março de 2026. O governador deve abordar a atuação das facções criminosas no estado e as ações do governo no combate ao crime.
A pauta da comissão inclui a votação de requerimentos de convocação e de quebra de sigilo. Também está prevista a oitiva de João Carlos Falbo Mansur, ex-presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos. Até o momento, não há confirmação sobre as presenças.
Entre os requerimentos a serem votados, está a convocação do ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e do ex-servidor Belline Santana, ambos alvos de operação da PF (Polícia Federal) nas investigações sobre o Banco Master.
A CPI também deve votar a quebra de sigilo de Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro. A comissão tenta avançar nas investigações sobre o caso do Banco Master, mas tem enfrentado dificuldades. Na última quarta-feira, 4 de março, estava marcada a oitiva de Vorcaro e de Zettel, mas a sessão foi cancelada devido à ausência dos convocados.
Nesta segunda-feira, 9 de março, a CPI recorreu de decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) para garantir o depoimento de Daniel Vorcaro ao colegiado. A decisão do ministro André Mendonça tornou facultativa a presença do banqueiro na comissão.
Além disso, a CPI tenta reverter uma liminar que barrou a quebra de sigilo da Maridt, empresa que tem entre os sócios o ministro Dias Toffoli. O pedido é uma reação à decisão do ministro Gilmar Mendes, que suspendeu a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt. A comissão contesta a decisão, afirmando que se trata de “grave lesão à ordem pública institucional”.
A CPI também requereu ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, a redistribuição do caso.


