O Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb) instaurou uma sindicância para investigar o caso de pelo menos 11 pessoas que perderam a visão de um dos olhos após cirurgias de catarata realizadas na clínica Clivan, em Salvador, no dia 26 de fevereiro.
A clínica foi interditada no início de março e teve seu contrato com a Prefeitura de Salvador suspenso. O Cremeb informou que a sindicância foi aberta após fiscalizações na unidade de saúde privada.
Se forem encontrados indícios suficientes, o caso poderá resultar na abertura de um processo ético-profissional. O conselho ressaltou que todos os processos éticos tramitam sob sigilo, garantindo o direito à defesa e ao contraditório. Eventuais sanções públicas serão divulgadas após o trânsito em julgado.
“”A Clínica de Oftalmologia esclarece as informações relacionadas a intercorrências registradas no pós-operatório de cirurgias de catarata realizadas na última semana. Ressaltamos que todos os protocolos clínicos, técnicos e de biossegurança foram rigorosamente seguidos…””
Até a última atualização, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou que 11 pacientes passaram por evisceração ocular, que é a retirada da parte interna do globo ocular. Todos foram operados na mesma sala de cirurgia, e um total de 26 pacientes passou pelo procedimento na clínica.
O oftalmologista responsável pelas cirurgias, que não quis ser identificado, afirmou que atua na área desde 2013 e nunca havia enfrentado uma situação semelhante. Ele aguarda o resultado da investigação da vigilância sanitária, que pode indicar uma contaminação em insumos ou instrumentos cirúrgicos utilizados.
A clínica reafirmou seu compromisso com a saúde e a transparência, destacando que realiza mais de 8 mil cirurgias por ano e mantém um histórico sólido de segurança e qualidade.


