A escassez de combustível e os frequentes apagões em Cuba têm afetado diretamente o acesso à água na capital, Havana.
Nos últimos dias, moradores têm enfrentado longas filas e recorrido a caminhões-pipa para suprir a falta de abastecimento em diversas regiões da cidade.
O problema é resultado direto da falta de combustível e da instabilidade no sistema elétrico, que afetam o funcionamento das bombas de distribuição.
A estatal responsável confirmou que a escassez de energia tem interrompido o bombeamento e a oferta de água em diferentes regiões da capital.
Sem fornecimento regular, a rotina virou improviso. Em bairros inteiros, moradores formam filas para coletar água e precisam transportá-la em recipientes ou carrinhos.
““Sem petróleo, não há eletricidade, e, sem eletricidade, não há como bombear água”, relatou um residente à agência de notícias Reuters.”
O agravamento ocorre em meio a uma crise energética mais ampla. Nos últimos dias, Cuba enfrentou apagões de grande escala e até o colapso do sistema elétrico nacional, reflexo da escassez de combustível e da infraestrutura envelhecida.
A situação se intensificou após o endurecimento da pressão dos Estados Unidos sobre a ilha. O governo de Donald Trump interrompeu o envio de petróleo venezuelano — principal fonte de energia de Cuba — e ameaçou outros fornecedores, aprofundando a crise.
Apesar do agravamento recente, a falta de água não é novidade para parte da população. Há anos, moradores convivem com falhas no abastecimento, agora potencializadas por uma crise que atinge simultaneamente energia, transporte e serviços básicos.

