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Crise global de combustíveis: países adotam medidas contra alta do petróleo

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A guerra entre os Estados Unidos e Israel com o Irã está provocando uma crise global de combustíveis, com o Estreito de Ormuz, uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, quase completamente fechado para petroleiros.

A escassez de petróleo e a alta dos preços estão levando países a limitar o consumo de energia, liberar reservas e buscar novas fontes.

Os Estados Unidos, que pressionam outros países a não comprarem petróleo russo, emitiram uma nova licença na quinta-feira (12) permitindo a compra temporária de certos produtos petrolíferos da Rússia.

A Austrália liberou 762 milhões de litros de gasolina e diesel de reservas para aliviar a escassez de suprimentos para agricultores em áreas rurais. O país também flexibilizou temporariamente os padrões de qualidade de combustível para permitir a mistura de gasolina sem chumbo com níveis mais altos de enxofre ao fornecimento local.

O Japão liberará 80 milhões de barris de petróleo, o equivalente a 45 dias de suas reservas de 254 dias, a partir de segunda-feira (16), conforme anunciado pela primeira-ministra Sanae Takaichi.

A Coreia do Sul fixou os preços do petróleo pela primeira vez em quase 30 anos. A partir da meia-noite, o preço da gasolina comum foi fixado em 1.724 KRW (cerca de US$ 1,17) por litro, segundo o Ministério da Energia do país.

A Índia acionou poderes de emergência para desviar combustível de usuários industriais e manter o abastecimento residencial, sendo um dos maiores importadores globais de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Milhões de pessoas em Bangladesh estão sendo orientadas a reduzir o uso de ar-condicionado, apagar as luzes e evitar deslocamentos para reuniões. O Paquistão anunciou medidas de austeridade extremas, incluindo o fechamento de escolas e políticas de trabalho remoto.

A Coreia do Norte, que já enfrenta um frágil fornecimento de combustível dependente de rotas de abastecimento da China e da Rússia, poderá ser ainda mais pressionada se os preços da energia continuarem subindo.

Enquanto isso, países como Espanha, Noruega e China podem ver os grandes investimentos em energia renovável começarem a dar frutos.

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