O Irã enfrenta um momento delicado após o falecimento do líder supremo Ali Khamenei, com um sistema político demonstrando sinais de esgotamento. Em entrevista ao programa WW da CNN Brasil, Monique Sochaczewski, professora de Relações Internacionais do IDP, descreveu a situação atual do país como um “regime zumbi”.
“O regime é um regime zumbi porque, sobretudo, não consegue entregar as demandas econômicas do povo, que foi a razão pela qual a gente teve essa última leva de manifestações”, explicou Sochaczewski. Segundo ela, o governo reagiu “muito fortemente, muito violentamente” contra os protestos, evidenciando a fragilidade do sistema.
Sobre a sucessão de Khamenei, a professora mencionou que vários nomes estão sendo considerados. “A mídia israelense hoje estava dizendo que era o Mustafa, inclusive ele já está com um alvo na cabeça, porque ele é tido como radical e como muito próximo do Hezbollah”.
Sochaczewski também apontou para possíveis cenários futuros: “Um caminho pode ser justamente alguém, digamos, menos radical, talvez ligado às guardas revolucionárias”.
A especialista alertou para tentativas externas de desestabilizar o país, mencionando estratégias de Israel e dos Emirados Árabes Unidos que poderiam buscar fragmentar o Irã através de tensões com minorias étnicas, como os curdos.
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