Cristina Kirchner depõe em julgamento por corrupção na Argentina

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A ex-presidente argentina Cristina Kirchner, condenada a seis anos por corrupção, compareceu à Justiça nesta terça-feira, 17 de março de 2026, em um novo processo. Ela é acusada de integrar uma suposta rede de subornos entre políticos e empresários nos anos 2000.

A ex-mandatária, que governou de 2007 a 2015 e atualmente tem 73 anos, cumpre prisão domiciliar desde junho e utiliza tornozeleira eletrônica. Este é o seu primeiro depoimento presencial no mega julgamento, que teve início em novembro e até então ocorria por videoconferência.

Centenas de apoiadores se reuniram em frente à sua residência em Buenos Aires, segurando bandeiras e cartazes, incluindo uma faixa com a mensagem “Cristina livre”. Kirchner acenou para os apoiadores antes de se dirigir ao tribunal.

Ela e outros 85 ex-funcionários e empresários são acusados de formar uma “associação ilícita” entre 2003 e 2015 para receber propinas em contratos de obras públicas. Segundo a acusação, Kirchner foi “a principal destinatária” do esquema iniciado durante o governo de seu marido, Néstor Kirchner.

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A defesa de Kirchner nega as acusações e contesta a principal prova apresentada, que são anotações de um motorista sobre supostos pagamentos. Em uma mensagem na rede social X, a ex-presidente chamou o processo de “farsa processual” e afirmou: “Como não há pão, há circo”.

Se condenada, Cristina Kirchner pode enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão.

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