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Leitura: Cronologia do caso da PM morta em São Paulo e pedido de prisão do marido
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Justiça

Cronologia do caso da PM morta em São Paulo e pedido de prisão do marido

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 17:21
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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A Polícia Civil de São Paulo solicitou à Justiça, nesta terça-feira (17), a prisão do tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, marido da policial militar Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça.

Antes de sua morte, Gisele enviou mensagens a uma amiga expressando preocupações sobre ciúmes do marido. Ela teria dito: “Tem que controlar os ciúmes dele. Qualquer hora me mata. Fica cego. Não tenho como controlar o que falam, muito menos o que acham […]”. Além disso, cinco dias antes de ser encontrada morta, Gisele telefonou para sua mãe dizendo que não aguentava mais a pressão e queria se separar.

Geraldo, em sua versão, afirmou que o relacionamento começou a se deteriorar em 2025 devido a boatos sobre um suposto relacionamento extraconjugal. No dia 18 de fevereiro, Gisele foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, em São Paulo, com uma arma na mão. O marido a encontrou caída no chão e, apesar de ter sido socorrida, não resistiu.

Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio, mas a mãe de Gisele afirmou que o relacionamento era conturbado e que Geraldo era abusivo. Em 20 de fevereiro, a investigação foi reclassificada como morte suspeita e passou a ser acompanhada pela Corregedoria da Polícia Militar.

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Um Inquérito Policial Militar revelou que o casal vivia uma relação marcada por ameaças e perseguições. O tenente-coronel já havia sido condenado por abuso de autoridade em 2024, por assédio moral contra uma subordinada.

Em 23 de fevereiro, foi realizada a reconstituição do caso. Laudos subsequentes indicaram que o disparo ocorreu encostado no lado direito da cabeça de Gisele. O corpo da soldada foi exumado em 6 de março, revelando lesões no pescoço e no rosto, sugerindo que ela desmaiou antes de ser baleada.

Um socorrista levantou dúvidas sobre a cena do crime, afirmando que a posição da arma na mão de Gisele era estranha para um suicídio. Em 10 de março, um vídeo mostrou policiais entrando e saindo do apartamento após a morte, o que gerou repercussão.

Após a exumação, o marido de Gisele passou a ser investigado como suspeito de feminicídio. O ex-marido da PM depôs afirmando que ela nunca pensou em suicídio. A defesa de Geraldo sustentou a versão de suicídio, enquanto o advogado da família apresentou um áudio de Gisele, que indicava sua intenção de sair do apartamento.

No dia 17 de março, o pedido de prisão do tenente-coronel foi feito após a Polícia Técnico-Científica anexar laudos ao processo, confirmando que Gisele não estava grávida e que havia manchas de sangue em outros cômodos do apartamento. A investigação continua em andamento, aguardando mais resultados do Instituto Médico Legal e do Instituto de Criminalística.

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