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Cuba confirma diálogo com EUA em meio a tensões com governo Trump

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, confirmou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, que “funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas” com representantes dos Estados Unidos. O anúncio ocorre em um contexto de tensão entre Washington e Havana.

Díaz-Canel afirmou que as conversas visam buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais entre as duas nações. “Funcionários cubanos mantiveram recentemente conversas com representantes do governo dos Estados Unidos”, disse ele durante uma reunião com autoridades cubanas, conforme exibido pela televisão estatal.

O presidente cubano, que também é primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, destacou que as conversas são facilitadas por “fatores internacionais” não especificados. Na noite anterior, Havana anunciou a libertação de 51 prisioneiros após discussões com o Vaticano, que atua como mediador entre Cuba e Estados Unidos.

A pressão do governo Trump sobre Cuba aumentou, com o presidente americano instando Havana a “chegar a um acordo” ou enfrentar consequências. Essa pressão foi intensificada após a operação americana na Venezuela, que resultou na deposição e extradição do ex-presidente Nicolás Maduro, aliado de Cuba.

Desde janeiro, Trump afirmou que seu governo já mantinha conversas com lideranças cubanas, em meio a uma crise sem precedentes na ilha, agravada pelo bloqueio petrolífero imposto pelos Estados Unidos. A crise energética em Cuba, que possui 9,6 milhões de habitantes, se intensificou após a captura de Maduro em 3 de janeiro e a interrupção dos envios de combustível de Caracas, principal fornecedor da ilha por 25 anos.

As Nações Unidas estão em negociações com o governo Trump para permitir a entrada de combustível em Cuba para “fins humanitários”. Díaz-Canel enfatizou que as conversas com Washington buscam, em primeiro lugar, identificar os problemas bilaterais que necessitam de solução e determinar a disposição de ambas as partes para concretizar ações em benefício dos povos de ambos os países.

Ele também destacou a intenção de identificar áreas de cooperação, afirmando que Havana expressou sua “vontade de levar adiante esse processo, com base na igualdade e no respeito aos sistemas políticos de ambos os Estados, à soberania e à autodeterminação”.

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