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Internacional

Cuba reafirma resistência diante de ameaças dos EUA

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 18:17
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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Em meio a crescentes tensões com os Estados Unidos, Cuba reafirma sua postura de resistência. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarou recentemente que qualquer tentativa de Washington de assumir o controle da ilha encontraria forte oposição, evidenciando a continuidade da política de sobrevivência que caracteriza o regime há décadas.

A analista de Internacional, Fernanda Magnotta, comenta que Cuba vive um processo de “resiliência histórica” marcado por uma lógica de sobrevivência que se tornou parte da identidade nacional. “Existe uma predisposição em não recuar ou não ceder rapidamente”, afirmou Magnotta, destacando que o jargão “guerra de todo o povo” se tornou corrente no território cubano, sugerindo que uma eventual investida estrangeira resultaria em resistência generalizada da população.

O contexto atual de Cuba, entretanto, é de fragilidade sem precedentes. Apesar da reaproximação diplomática durante a gestão do presidente Barack Obama, o embargo econômico americano nunca chegou a ser efetivamente debatido ou suspenso. Nos últimos meses, a crise interna se agravou significativamente, com apagões recorrentes, colapso de serviços básicos e problemas na provisão de alimentos, tornando o país mais vulnerável do que em períodos anteriores.

A situação geopolítica de Cuba também apresenta desafios. Diferentemente do passado, o país não conta com aliados dispostos a absorver os custos de um possível conflito com os Estados Unidos. “Rússia e China, evidentemente, são os maiores interessados, são os potenciais aliados, mas nenhum desses dois países me parece que estariam dispostos a entrar numa rota de colisão com os Estados Unidos em pleno Caribe”, afirma Magnotta.

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A China, embora apoie politicamente o regime cubano, mantém cautela quanto aos possíveis impactos econômicos de um confronto direto com Washington. Já a Rússia, segundo a analista, representa hoje “muito mais um rescaldo da Guerra Fria” e, portanto, um apoiador simbólico do que um parceiro capaz de projetar poder militar efetivo na região caribenha.

O principal trunfo do regime cubano, na avaliação de Magnotta, reside na organização centralizada do sistema político e na lealdade das forças coercitivas ao governo. O aparato de segurança cubano mantém-se coeso e fiel à liderança, um cenário diferente do que ocorreu na Venezuela.

TAGGED:América LatinaBarack ObamaChinaCubaEstados UnidosFernanda MagnottaInternacionalMiguel Díaz-Canelrússia
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