A CPMI do INSS recebeu nesta quarta-feira (4) um pacote de dados sobre o Banco Master, totalizando quase 30 gigabytes de material. A informação foi confirmada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Os documentos estavam sob custódia da Presidência do Congresso e foram encaminhados à Polícia Federal (PF) após uma filtragem de informações determinada pelo ministro André Mendonça, do STF.
O senador Carlos Viana destacou a importância da comissão em investigar as informações relacionadas a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que foi preso novamente na mesma data. A CPMI pretende ouvir Vorcaro sobre contratos de empréstimos consignados de aposentados e pensionistas, que ocorreram sem a devida autorização para os descontos.
““As informações voltaram para quem deveria por direito, desde o início, poder fazer a investigação”, afirmou o senador em vídeo compartilhado.”
A CPMI aguardava os dados para iniciar o cruzamento das informações obtidas por meio de quebras de sigilo bancário e telemático. O acesso a esse volume de informações poderá reforçar o pedido de prorrogação da comissão, que atualmente tem prazo para concluir os trabalhos no dia 28 de março.
A cúpula da CPMI defende a extensão do prazo por mais 60 dias, mas enfrenta resistência. O ministro Mendonça determinou que a PF mantivesse os arquivos sob custódia e organizasse as informações, respeitando as garantias fundamentais e a preservação da intimidade.
Na primeira decisão sobre a investigação da fraude financeira, Mendonça restringiu o acesso da cúpula da PF aos detalhes do inquérito do Banco Master e do empresário Daniel Vorcaro. Interlocutores do ministro afirmam que essa medida não é um ato específico contra o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, mas uma técnica de compartimentação de informações adotada como padrão pelo magistrado.

