Daniel Radcliffe apresentou seu espetáculo solo, Every Brilliant Thing, na Broadway, em 5 de março de 2026. O ator interagiu com o público antes do início da apresentação, entregando um cartão a uma mulher e pedindo que ela gritasse uma linha quando ele a indicasse.
A peça, escrita por Duncan Macmillan e Jonny Donahoe, aborda a forma como uma pessoa lida com as tentativas de suicídio da mãe, catalogando tudo que torna a vida digna de ser vivida. Desde sua estreia no Edinburgh Festival Fringe em 2014, Every Brilliant Thing foi encenada em 66 países, com diversos atores famosos no elenco.
Radcliffe, conhecido por seu papel como Harry Potter, tem tentado se desvincular dessa imagem, mas reconhece que é uma parte indelével de sua identidade. Ele comentou sobre a intensidade que sua fama traz para as interações com o público, afirmando:
““Mas eu acho que algumas pessoas podem estar mais dispostas a pular porque sentem que cresceram comigo.””
O ator, que tem se dedicado a papéis mais arriscados e cômicos após a saga Harry Potter, também está estrelando uma nova comédia na NBC, The Fall and Rise of Reggie Dinkins, ao lado do comediante Tracy Morgan. Radcliffe afirmou que atualmente escolhe projetos apenas por diversão:
““Há uma liberdade e descontração em tudo que estou escolhendo agora.””
Ele também reflete sobre a paternidade e como isso influencia sua carreira. Com um filho de quase 3 anos, Radcliffe considera a dificuldade de fazer teatro quando as crianças estão na escola. Ele disse:
““Eu realmente não vou lidar bem com isso.””
A peça Every Brilliant Thing lida com temas pesados de saúde mental, e Radcliffe compartilha que começou a escrever sua lista otimista aos 7 anos, quando seus pais não falavam sobre a hospitalização da mãe. Ele descreveu a experiência como
““algo tão bonito e doloroso que qualquer criança tenha esses instintos.””
Radcliffe também comentou sobre seu papel em Reggie Dinkins, onde ele interpreta Arthur, um cineasta que ajuda um ex-jogador a fazer um documentário sobre sua vida. Ele destacou a necessidade de personagens mais sinceros em um mundo repleto de narcisistas:
““Não precisamos ver mais deles.””
Por fim, Radcliffe expressou seu desejo de se tornar diretor e mencionou que escreveu um roteiro que espera filmar. Ele reconhece que, apesar de sua fama, precisa provar seu valor como cineasta:
““Ninguém vai me entregar um roteiro incrível.””


