O prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, se manifestou por meio de sua defesa sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que envolve investigações contra ele no Pará. A defesa esclareceu que a decisão não julgou o mérito da questão.
Segundo a nota, “o ministro, de forma estritamente técnica, apenas indicou que a discussão não deveria ocorrer naquele processo específico”. A defesa expressou confiança de que o Supremo Tribunal Federal (STF) reconhecerá a ilegalidade das investigações em curso.
Daniel Santos reafirmou que nunca cometeu irregularidades e se declarou vítima de uma “clara perseguição política no estado do Pará, marcada por práticas abusivas que distorcem o devido processo legal e atentam contra o Estado Democrático de Direito”.
““A defesa seguirá adotando todas as medidas cabíveis para o pleno restabelecimento da verdade e da Justiça”, afirmam os defensores.”
O ministro Alexandre de Moraes negou um pedido de Daniel Santos para anular a Operação Hades, que investiga supostas fraudes em licitações no setor da construção civil. A operação não está relacionada ao Instituto de Assistência aos Servidores do Estado do Pará (Iasep) ou ao Hospital Santa Maria de Ananindeua (HSMA).
Em uma decisão anterior, de dezembro de 2025, Moraes anulou uma portaria do Ministério Público do Pará que criava a “Força-Tarefa Ananindeua”, destinada a investigar supostos ilícitos no município. O ministro observou que não havia comprovação de investigação específica contra o prefeito.
O Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA) informou ao STF que as investigações da Operação Hades começaram em fevereiro de 2024, e que o acervo probatório foi produzido sob controle judicial. Assim que surgiram indícios de envolvimento de Daniel Santos, o juiz de primeiro grau remeteu os autos ao tribunal, que é competente para supervisionar investigações envolvendo prefeitos.
A Operação Rastro Zero, protocolada no TJ estadual em fevereiro de 2025, também foi mantida.


