Daniel Vilela assume governo de Goiás após saída de Ronaldo Caiado

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Ronaldo Caiado deixou o Governo de Goiás nesta terça-feira, 31 de março de 2026. Em uma cerimônia realizada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), Daniel Vilela, que era vice-governador, assumiu como novo governador do estado.

A saída de Caiado ocorre após ele ser anunciado como pré-candidato à Presidência da República pelo PSD. Daniel e Caiado chegaram à Assembleia acompanhados de suas companheiras pouco após às 14h. Sem discursos, seguiram diretamente para a cúpula da Câmara, onde aconteceu uma cerimônia especial em homenagem ao pré-candidato.

Em menos de seis minutos após entrar na Assembleia, Daniel Vilela fez o juramento e leu os termos da posse, finalizando com a assinatura do documento que oficializou sua nova função.

Daniel Elias Carvalho Vilela nasceu em 23 de outubro de 1983, em Jataí, Goiás. Ele é filho do ex-governador Maguito Vilela e de Sandra Regina Carvalho, ex-primeira-dama do estado. Casado com Iara Alves Netto Vilela, o novo governador tem dois filhos: Maria Laura e Frederico.

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Formado em Direito pela Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e pós-graduado em Administração Pública pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Daniel Vilela tem uma trajetória política que inclui mandatos como vereador por Goiânia (2009-2010), deputado estadual (2011-2014) e deputado federal (2015-2018), onde presidiu a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Em 2018, foi candidato ao governo do estado e, em 2022, formou chapa com Ronaldo Caiado, sendo eleito vice-governador. Diferente de Caiado, que defende a anistia ampla para os envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, Vilela é conhecido por seu perfil moderador e pragmático, evitando pautas ideológicas radicais.

Para as eleições deste ano, Daniel Vilela tem se aproximado do PL de Jair Bolsonaro em Goiás, buscando apoio da base bolsonarista para sua reeleição ao governo. Como sucessor de Caiado, ele mantém a linha de oposição ao governo federal, mas com respeito à legalidade e às instituições.

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