A Polícia Federal (PF) prendeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. Vorcaro e outros três indivíduos foram detidos na quarta-feira, 4 de março de 2026.
Em mensagens trocadas entre Vorcaro e sua então companheira, Martha Graeff, o banqueiro sugere encontros com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As mensagens foram obtidas pela PF após quebra de sigilo telemático e enviadas à CPMI do INSS.
Em uma das conversas, Vorcaro informa a Graeff que está indo se encontrar com “Alexandre Moraes” em Campos. A troca de mensagens revela:
“DV: To indo encontrar alexandre moraes aqui perto de casa”
Graeff questiona se Moraes está em Campos e se foi para vê-lo. Vorcaro responde que ele está passando o feriado na cidade.
Dez dias depois, Vorcaro menciona novamente o ministro durante uma ligação de vídeo com Graeff. Após a chamada, ela pergunta sobre um “primeiro cara” e Vorcaro confirma que se tratava de “Alexandre Moraes”.
“Martha Graeff: Quem era o primeiro cara?
DV: Alexandre moraes”
Em agosto de 2025, Vorcaro faz outra menção a “Alexandre”, dizendo que está com ele e que tem uma reunião com Ciro Nogueira. Em março de 2025, há relatos de uma reunião entre Vorcaro, o presidente da Câmara, Hugo Motta, o senador Ciro Nogueira e o ministro Alexandre de Moraes.
“Daniel Vorcaro: Estou sim, acabou chegando Hugo e Ciro aqui pra falarem com Alexandre. Não deve demorar.”
Na quarta-feira, 4 de março, a PF prendeu Vorcaro, seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Sicário, sob custódia, atentou contra a própria vida e foi levado ao hospital, mas não resistiu. Nesta quinta-feira, 5 de março, a PF abriu um inquérito para apurar o ocorrido.

