O banqueiro Daniel Vorcaro deve passar pelo menos 20 dias em uma cela de inclusão na Penitenciária Federal de Brasília. Ele foi transferido de Potim, no interior de São Paulo, para a unidade de segurança máxima nesta sexta-feira (6).
O período de isolamento é padrão e tem como objetivo familiarizar Vorcaro com a rotina da unidade. Durante esse tempo, ele será informado sobre seus direitos e deveres no presídio e receberá um kit com uniformes e itens de higiene pessoal, como escova e pasta de dentes, sabonete, desodorante e toalha. Livros também estarão disponíveis.
Além disso, Vorcaro passará por uma avaliação de saúde para identificar possíveis necessidades específicas, como restrições alimentares, uso de medicamentos ou a realização de exames. Ele estava preso em São Paulo desde quinta-feira (5) e cumpriria inicialmente um período de isolamento de 10 dias.
A transferência ocorreu após a Polícia Federal solicitar a imediata mudança, alegando que “há necessidade premente de tutela da integridade física do custodiado”. O pedido foi aceito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça.
O transporte de Vorcaro foi realizado em um avião King Air 350i, um turbo-hélice do Ministério da Justiça, fabricado em 2012. A aeronave possui dois motores, capacidade para oito passageiros e pode decolar com até 7.400 quilos, atingindo velocidade máxima de pouco mais de 500 quilômetros por hora.
Após desembarcar em Brasília, Vorcaro chegou algemado, vestindo camisa branca, calça cáqui e chinelos. Ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) no Complexo da Polícia Civil do DF para a realização de exames médicos.
Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, juntamente com seu cunhado Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Mourão Moraes, conhecido como “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva. Sicário, sob custódia das autoridades, atentou contra a própria vida e foi levado ao hospital, onde permanece internado em estado gravíssimo, segundo a Secretaria de Saúde de Minas Gerais. A PF abriu um inquérito para apurar o ocorrido.

