O quarterback do Oregon Ducks, Dante Moore, escreveu uma carta à governadora do Oregon, Tina Kotek, no dia 3 de março, defendendo o aumento do acesso a serviços de saúde mental no estado.
No documento, Moore, de 20 anos, compartilhou suas dificuldades com a depressão. Ele relatou:
“”No início da minha carreira universitária, eu estava lutando profundamente: eu estava deprimido.””
Moore mencionou a pressão e as expectativas que vêm com a posição de quarterback em alto nível.
Durante esse período, sua mãe, Jera Bohlen-Moore, foi diagnosticada com câncer de mama. Ele descreveu como foi desafiador assistir sua mãe passar por quimioterapia enquanto tentava se concentrar nos estudos e no futebol:
“”Foi pesado de maneiras que são difíceis de colocar em palavras.””
Moore destacou a importância do apoio que recebeu:
“”O que fez a diferença foi o apoio. Apoio dos meus amigos, amor da minha família e acesso aos recursos que eu precisava para melhorar.””
Ele também mencionou como pode ser difícil para um jovem homem negro e atleta buscar ajuda.
O quarterback citou estatísticas alarmantes, como o fato de que o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens adultos no Oregon. Ele desafiou seus companheiros de equipe a se tornarem melhores líderes:
“”Recentemente, desafiei meus companheiros a liderar além do campo e usar nossa plataforma para apoiar pessoas que se sentem sem voz.””
Moore enfatizou que a liderança vai além do desempenho em campo:
“”A liderança não é apenas sobre o que fazemos aos sábados — é sobre quem defendemos todos os dias.””
Ele acredita que aprender a cuidar de sua própria saúde mental o tornou um melhor líder, colega e estudante.
Na última temporada, Moore teve seu primeiro ano como titular no Oregon, completando 71,8% de seus passes para 3.565 jardas, com 30 touchdowns e 10 interceptações, além de correr para 156 jardas e dois touchdowns. Ele ajudou os Ducks a alcançar um recorde de 13-2 e era considerado uma das principais escolhas do Draft da NFL antes de optar por retornar à escola.

