O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, deve decidir nesta quarta-feira, 25 de março de 2026, sobre o futuro da CPMI do INSS. Essa decisão ocorre após a determinação do ministro André Mendonça, do STF, que estabeleceu um prazo de 48 horas para que a presidência do Congresso lesse o requerimento de prorrogação da comissão.
No dia 23 de março, Mendonça atendeu a um pedido da cúpula da CPMI, que acusou Alcolumbre de omissão por não ter recebido o requerimento de prorrogação feito pela oposição. Se Alcolumbre optar por não ler o requerimento, as atividades da CPMI deverão ser prorrogadas imediatamente, conforme o entendimento de Mendonça, que considera necessário o apoio de pelo menos 1/3 dos parlamentares da Câmara e do Senado para a conclusão dos trabalhos.
Antes de tomar sua decisão, Alcolumbre acionou a Advocacia do Senado para elaborar um parecer jurídico que respalde sua decisão sobre a eventual prorrogação da CPMI. Aliados do presidente do Senado avaliam que, apesar de estar contrariado com a determinação de Mendonça, Alcolumbre não terá alternativa a não ser conceder mais tempo para a conclusão dos trabalhos do colegiado.
O argumento é que há amplo apoio dentro do Legislativo e precedentes que indicam que essa é a única opção viável.

