O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, decidiu manter a taxa referencial de juros entre 3,5% e 3,75% nesta quarta-feira, 18 de março de 2026. Esta é a segunda reunião consecutiva em que a taxa permanece inalterada.
A decisão, no entanto, não foi unânime. Stephen Miran votou a favor de um corte de 0,25 ponto percentual, marcando a maior sequência de votos contrários desde 2013. Desde que assumiu o cargo em setembro, Miran votou contra em todas as cinco decisões do Fed, defendendo taxas de juros mais baixas do que a maioria dos seus colegas.
Até o momento, nenhum formulador de política monetária considerou necessário aumentar as taxas até o final deste ano, embora um membro tenha previsto um aumento da taxa em 2027.
O encontro de março ocorreu em meio a um cenário de guerra, iniciado há menos de três semanas com os ataques conjuntos dos EUA e Israel ao Irã, que deram início a um conflito no Oriente Médio. O presidente do Fed, Jerome Powell, comentou sobre as incertezas econômicas decorrentes da situação: “As implicações dos acontecimentos no Oriente Médio para a economia dos EUA são incertas”.
Powell também afirmou que as autoridades do Fed acreditam que os impactos nos mercados globais de energia serão provavelmente de curta duração, mas ressaltou que “simplesmente não sabem” como a situação irá se desenrolar.
As autoridades do Fed sinalizaram sua visão em novas projeções econômicas, mantendo a previsão de um corte na taxa de juros ainda este ano. Além disso, revisaram para cima as projeções de inflação para 2026, mas esperam uma desaceleração acentuada no ano seguinte.
A mediana das previsões dos 19 membros do banco central americano, apresentadas no conhecido “gráfico de pontos”, indica um corte de 0,25 ponto percentual, embora não haja indicação sobre o momento desse movimento.


