A defesa de Jair Bolsonaro protocolou nesta terça-feira (17) um novo pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente.
No pedido, os advogados pedem que Moraes reconsidere uma decisão anterior que havia rejeitado a prisão domiciliar. Esta nova solicitação ocorre quatro dias após Bolsonaro ser internado em um hospital privado de Brasília para tratamento de pneumonia bacteriana, decorrente de um episódio de broncoaspiração.
Na última sexta-feira (13), o ex-presidente, que cumpre pena na Papudinha por tentativa de golpe de Estado, passou mal e foi levado ao hospital. De acordo com boletim médico divulgado na segunda-feira (16), Bolsonaro apresentou melhora clínica, com resposta favorável ao tratamento com antibióticos e recuperação das funções renais.
A defesa cita um relatório médico atualizado, elaborado pela equipe de acompanhamento clínico de Bolsonaro, que aponta a possibilidade de novos episódios semelhantes ao que levou à última internação. Os advogados reconhecem que a estrutura na Papudinha é adequada, mas ressaltam a fragilidade clínica do ex-presidente.
“”A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário [Bolsonaro] no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”, afirmam os defensores.”
Além disso, os advogados argumentam que Bolsonaro necessita de “monitoramento clínico frequente” devido ao seu histórico de pneumonias aspirativas recorrentes, refluxo gastroesofágico persistente, apneia obstrutiva do sono grave, instabilidade postural e uso contínuo de múltiplas medicações.


