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Defesa de Jairinho pede adiamento do julgamento do caso Henry Borel

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A defesa do ex-vereador carioca Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, solicitou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o adiamento do julgamento no Tribunal do Júri, marcado para o final deste mês. O pedido foi protocolado na terça-feira, 10 de março de 2026, e está sob análise do ministro Messod Azulay Neto, que ainda não se manifestou.

Um pedido anterior de adiamento foi negado pela Justiça do Rio de Janeiro. A defesa considera o STJ como sua última esperança. O adiamento do julgamento seria uma estratégia para Jairinho, pois os jurados que decidirão seu futuro são os mesmos que participaram de outras sessões com o promotor do caso.

A equipe jurídica de Jairinho argumenta que a familiaridade dos jurados com o promotor pode favorecer a acusação. Se o julgamento for adiado, a defesa poderá solicitar a inclusão do caso em um novo ciclo de julgamentos, com um novo grupo de jurados.

O pedido ao STJ justifica que houve quebra da cadeia de custódia das provas. Os advogados afirmam que mensagens encontradas no celular de Leniel Borel, pai de Henry, indicam que ele teve contato com peritos que elaboraram os laudos necroscópicos no Instituto Médico Legal (IML) do Rio, o que comprometeria a validade desses documentos como provas.

A Polícia Civil, o Ministério Público e Leniel Borel negam qualquer tentativa de manipulação dos documentos. A defesa também alega que não teve tempo suficiente para analisar todo o material da investigação, que contém 20 mil páginas, além de milhares de páginas de documentos complementares.

Na primeira instância, o juiz Renan de Freitas Ongaratto negou o pedido de nulidade dos laudos, afirmando que os diálogos estavam disponíveis desde o início do processo. Se o julgamento ocorrer no dia 23 de março, a defesa de Jairinho manterá a estratégia de desqualificar os laudos e a investigação da Polícia Civil, além de argumentar que Henry não morreu no apartamento, mas sim no hospital, devido às manobras de reanimação.

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