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Defesas da Otan interceptam míssil balístico do Irã contra a Turquia

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A Turquia anunciou nesta sexta-feira, 13 de março de 2026, que um míssil balístico disparado pelo Irã foi interceptado no espaço aéreo turco pelas defesas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Este é o terceiro incidente do tipo em menos de duas semanas.

Segundo um comunicado do Ministério da Defesa turco, “um projétil balístico lançado do Irã e que entrou no espaço aéreo turco foi neutralizado pelos sistemas de defesa aérea e antimísseis da Otan mobilizados no Mediterrâneo oriental”.

Outros dois mísseis foram interceptados pela Otan na segunda-feira, quando fragmentos do armamento caíram em uma área isolada da província de Gaziantep, no sudeste da Turquia, sem deixar feridos. Um dos mísseis foi identificado na semana passada após cruzar o Iraque e a Síria.

A Turquia, que é membro da Otan e vizinha do Irã, abriga a base aérea de Incirlik, uma instalação estratégica conjunta da aliança militar ocidental e da Força Aérea dos Estados Unidos. Ancara, no entanto, afirma que Washington não utilizou as instalações de Incirlik em seus ataques aéreos contra a República Islâmica.

Na madrugada de hoje, as sirenes foram acionadas em Incirlik, no sudeste turco. A agência estatal turca Anadolu informou que os moradores da província de Adana, situada a 10 quilômetros da base, foram acordados às 3h25 locais (21h25 de Brasília, na quinta-feira) pelas sirenes que tocaram durante cerca de cinco minutos.

A Turquia é vista como uma ponte entre a Europa e o Oriente Médio, tanto geograficamente quanto diplomaticamente. Com o aumento das tensões entre Washington e Teerã, Ancara tem tentado mediar o conflito, alertando que seria “errado recomeçar a guerra”.

O governo turco tem se esforçado para manter a neutralidade. Desde o início da guerra com o Irã, o país intensificou a busca por canais diplomáticos com os Estados Unidos, a União Europeia e os países do Golfo, tentativas que, até o momento, não foram bem recebidas.

Ancara teme que o conflito possa sair do controle e se espalhar pela região, com consequências humanitárias, econômicas e políticas. Irã e Turquia compartilham uma fronteira de 530 quilômetros, em uma área que abriga grande parte da minoria étnica curda do país, e Ancara teme que as hostilidades possam aumentar a atividade de grupos armados curdos.

Além disso, o governo turco se preocupa com as potenciais consequências econômicas da guerra, que pode elevar a inflação já alta, criar gargalos na cadeia energética e afastar turistas, e teme uma nova crise em larga escala de refugiados na região, como visto em 2015.

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