A delegada de polícia Martha Vergine, titular da 5ª Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista, no Porto de Santos, atua na segurança pública há mais de duas décadas. Além de seu trabalho na delegacia, ela é docente universitária e se dedica à formação de profissionais da área. Martha utiliza sua experiência de ter visitado 93 países e dado três voltas ao mundo para orientar mulheres que desejam viajar sozinhas ou com mais autonomia.
Martha compartilha conteúdos sobre segurança nas redes sociais, com foco em como evitar se tornar alvo de violência. Ela afirma:
“”Meu foco é mostrar como não se tornar alvo. Quanto mais pessoas aprendem esse conteúdo, menos vítimas eu acredito que terei na delegacia.””
Em entrevista, a delegada falou sobre os desafios de atuar em um ambiente majoritariamente masculino. Ela destacou que, atualmente, as mulheres representam cerca de 25% da instituição, um aumento em relação ao passado.
“”Na prática, as mulheres demonstram competência, preparo técnico e capacidade de decisão mesmo em ambientes de alta pressão,””
disse.
Martha também comentou sobre sua rotina intensa, que inclui atender na delegacia e lecionar. Ela divide seu dia em três períodos e pratica atividades físicas como Krav Maga, corrida e musculação para manter-se saudável.
“”É preciso ter um corpo forte para sustentar uma rotina tão intensa,””
afirmou.
Sobre sua atuação nas redes sociais, ela explicou que a ideia surgiu da combinação de sua experiência como delegada e sua paixão por viajar.
“”Percebi que muitas mulheres têm o sonho de viajar, mas não têm a segurança ou o conhecimento necessários para isso,””
contou. Ela enfatiza a importância de pesquisar sobre o destino e manter atenção ao ambiente.
Martha também analisou o cenário atual da violência contra a mulher, afirmando que é um problema estrutural e que, apesar dos avanços, ainda há muito a ser feito.
“”Precisamos fortalecer as mulheres com informação e autonomia,””
ressaltou.
Ela finalizou sua mensagem no Dia Internacional da Mulher destacando a importância do conhecimento e da autonomia.
“”Quando a mulher desenvolve isso que chamo de inteligência urbana, ela consegue viver com mais liberdade e segurança,””
concluiu.


