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Justiça

Delegado no PA faz comentários misóginos e é afastado após condenação

Amanda Rocha
Última atualização: 12 de março de 2026 16:38
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O delegado Carlos Guilherme Santos Machado, de Abaetetuba, no nordeste do Pará, teve mensagens expostas em prints onde faz comentários misóginos sobre suas colegas de trabalho. Ao ser questionado sobre um café da manhã no Dia Internacional da Mulher, ele respondeu: “café da manhã não garanto, mas se quiser uma pia cheia de louças a gente providencia”. Ele ainda completou: “É pra ‘vcs’ se sentirem em casa nesse dia especial”.

A defesa do delegado informou que não comentaria o caso. A polêmica surge após seu afastamento do cargo, que ocorreu devido a uma condenação anterior. Carlos Machado foi condenado em 26 de fevereiro a 7 anos e 6 meses de prisão por atentado violento ao pudor, crime que atualmente é considerado estupro. Ele também perdeu o cargo de promotor de Justiça após atirar no pé do cunhado durante uma discussão familiar em 2009.

O caso de violência sexual ocorreu em 5 de abril de 2009, quando a vítima foi atraída para a casa do então promotor sob um pretexto falso e submetida à violência. O juiz Ítalo Lopes Gondim considerou as provas suficientes para a condenação, ressaltando que o acusado ocupava um cargo de autoridade na época.

Além da condenação, Carlos Guilherme Santos Machado enfrentou investigações por outros crimes, incluindo lesão corporal e constrangimento ilegal. Ele atuou como delegado no Pará desde 2022, mesmo após ser reprovado na investigação social do concurso, conseguindo assumir o cargo por decisão judicial.

A Polícia Civil do Pará informou que instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta do delegado e confirmou que ele havia sido reprovado na investigação social, mas obteve a nomeação por meio de uma decisão judicial. A assessoria da Polícia Civil afirmou que ele será afastado das funções para as devidas apurações.

A defesa do delegado declarou que ele exerce regularmente o cargo e que os processos mencionados estão em tramitação, defendendo a presunção de inocência. A defesa também contestou a legalidade da exoneração do cargo de promotor e afirmou que busca judicialmente o reconhecimento de seus direitos.

TAGGED:AbaetetubaCarlos Guilherme Santos MachadocondenaçãodelegadoÍtalo Lopes GondimJustiçaMinistério Público da ParaíbamisoginiaParáPolícia Civil do ParáViolência Sexual
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