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Delegados da PF suspendem operações por falta de fundo anticrime

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Os delegados da Polícia Federal anunciaram nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, a suspensão de despachos em inquéritos e a paralisação de novas operações. A decisão foi tomada devido à falta de envio ao Congresso da proposta para a criação do fundo nacional de combate às organizações criminosas.

A medida não afetará investigações que envolvam políticos com foro privilegiado, como o caso do Banco Master, nem operações relacionadas ao tráfico de pessoas, prisões em flagrante ou situações que coloquem vidas em risco.

A criação do fundo foi prometida pelo ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, mas atualmente o projeto está parado no Ministério da Gestão e Inovação. O objetivo é utilizar recursos confiscados de organizações criminosas para reforçar o orçamento de órgãos de combate ao crime, como a Polícia Federal.

A paralisação das operações foi aprovada em assembleia da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF). Além disso, serviços de agendamento de passaportes e a emissão de registros de CACs (Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores) também podem ser suspensos.

Segundo a ADPF, o fundo tem como finalidade “estabelecer mecanismos estáveis de financiamento para modernizar investigações, estruturar unidades especializadas e incentivar maior produtividade e eficiência”.

O presidente da ADPF, Edvandir Paiva, defende a criação do fundo:

““Fortalecer a Polícia Federal é essencial para enfrentar organizações criminosas em todo o país. É uma medida estruturante para a segurança pública e a proteção da sociedade.””

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