A demanda por carne bovina no Brasil deve apresentar uma queda em 2026, conforme relatório da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgado em setembro de 2025.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) estima que o consumo doméstico de carne bovina ficará em 7,6 milhões de toneladas, uma redução de quase 6% em relação ao recorde de 2024, que foi próximo de 8 milhões de toneladas.
Esse cenário é influenciado pela diminuição nos abates e pela pressão da demanda internacional, levando consumidores a buscarem alternativas mais acessíveis.
A Conab projetou uma queda de 3,5% na produção, resultado da recomposição dos rebanhos após três anos de altos níveis de abate de fêmeas.
No estado de São Paulo, o preço da arroba do boi na segunda quinzena de março é de R$ 347, o que representa uma queda de 1,5% em relação à semana anterior. Situação semelhante é observada no Mato Grosso do Sul e em Rondônia, enquanto em Minas Gerais e Goiás os preços permanecem estagnados.
Embora o consumo doméstico esteja em declínio, o mercado internacional apresenta uma demanda estável, mas enfrenta desafios logísticos devido ao conflito no Oriente Médio, que afeta os preços da carne bovina.
As dificuldades logísticas na região, especialmente no Estreito de Ormuz, aumentam o custo do frete, encarecendo as mercadorias. Em fevereiro, o Brasil exportou US$ 1,44 bilhão em carne bovina, o melhor resultado histórico para o mês, segundo a Abiec.
No acumulado de 2026, as exportações já somam US$ 2,84 bilhões, um aumento de 39,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.


