O dentista Luis Alberto Pohlmann Júnior está preso após denúncias de estupro envolvendo nove vítimas, a maioria crianças e da própria família. Ele também é réu em outra ação por abuso de uma paciente enquanto ela estava anestesiada.
Os crimes contra os familiares ocorreram em reuniões na chácara do dentista, localizada em Teixeira Soares, nos Campos Gerais do Paraná. O abuso da paciente aconteceu em seu consultório em Curitiba.
A vítima relatou que, durante a extração de um siso, após a aplicação da anestesia, o dentista começou a esfregar suas partes íntimas em seu braço. Ela também afirmou que, ao tentar limpar sua boca, ele jogou água em seu peito e levantou sua blusa, acariciando seus seios. Ela declarou:
“”Eu saí do centro cirúrgico chorando”.”
O incidente ocorreu em março de 2022. A paciente registrou um Boletim de Ocorrência, e o dentista foi investigado e denunciado pelo Ministério Público. O processo ainda está em tramitação na Justiça.
Recentemente, Pohlmann foi preso devido a um inquérito que revela que ele começou a abusar de crianças e adolescentes da própria família há pelo menos 25 anos, conforme informou o delegado Rafael Nunes Mota.
Com 46 anos, o dentista já foi condenado por importunar sexualmente outra paciente em seu consultório em Curitiba. O delegado Mota afirmou que
“”os relatos das vítimas têm um padrão consistente e recorrente, e mostram um padrão na repetição dos crimes”.”
O advogado Felipe Petrin, que defende o dentista, solicitou a liberdade dele, questionando a legalidade da prisão preventiva. O pedido argumenta que a prisão se baseia em relatos antigos, dificultando a análise de questões jurídicas, e que não foram consideradas medidas alternativas à prisão.
O Conselho Regional de Odontologia confirmou que Pohlmann possui registro ativo, mas não informou se há investigações em andamento sobre sua conduta, alegando tratar-se de informação sigilosa.


