A deputada federal do Ceará, Gorete Pereira (MDB), é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (17). A parlamentar negou qualquer envolvimento em atos ilícitos e afirmou que as informações divulgadas ‘não refletem a realidade dos fatos’.
Em nota, Gorete Pereira destacou que sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade. Ela informou que sua defesa está analisando o teor da decisão e que o advogado Dr. Waldir Xavier se manifestará oportunamente após uma análise detalhada do caso. A deputada reafirmou seu compromisso com a legalidade e a transparência.
A deputada foi alvo de busca e apreensão por suspeita de participação em fraudes ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e passou a usar tornozeleira eletrônica. A decisão foi tomada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
A Operação Sem Desconto é um desdobramento da Operação Indébito, que também resultou na prisão de um empresário e uma advogada envolvidos em um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Em maio de 2025, Gorete Pereira já havia se manifestado em suas redes sociais, repudiando rumores e especulações sobre seu nome em um suposto esquema de corrupção no INSS.
Gorete Pereira, de 74 anos, é natural de Juazeiro do Norte, no Ceará. Ela assumiu o cargo de titular da Secretaria da Mulher na Câmara dos Deputados no final de 2025. Antes de sua carreira política, atuou na área da saúde, formando-se em fisioterapia pela Universidade de Fortaleza (Unifor) em 1976.
Durante sua trajetória, Gorete foi vereadora em Fortaleza e deputada estadual, além de ter ocupado cargos importantes no Congresso Nacional, como a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU) também realizam, nesta terça-feira (17), a Operação Indébito, cumprindo 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão no Ceará e no Distrito Federal.
Entre os presos estão Natjo de Lima Pinheiro, empresário, e Cecília Rodrigues Mota, advogada e ex-presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen). Segundo a PF, Natjo foi beneficiário de aproximadamente R$ 400 mil em operações ligadas a Cecilia, que é investigada por seu papel no esquema fraudulento.

