A Seleção Brasileira teve um desempenho abaixo das expectativas no amistoso contra a Seleção Francesa de Futebol, realizado recentemente. A partida deixou claro que, sem Neymar, o Brasil se apresenta como um time comum, apático e previsível. A falta de liderança e identidade foi evidente, um cenário que foi evitado por anos devido à presença do camisa 10.
Neymar é considerado o jogador mais influente da Seleção Brasileira desde o pentacampeonato de 2002. Embora não tenha conquistado uma Copa do Mundo, seu impacto técnico e numérico é inegável. Ele acumula 79 gols em 128 partidas oficiais, superando Pelé como o maior artilheiro da história da seleção em jogos oficiais.
Além dos gols, Neymar foi o eixo central da equipe por quase 15 anos, assumindo a responsabilidade em três Copas do Mundo (2014, 2018 e 2022) e liderando o time em momentos de pressão. Ele também foi fundamental na conquista da Copa das Confederações de 2013 e na medalha de ouro olímpica em 2016.
Os números reforçam a dependência da seleção em relação a Neymar. Desde 2010, a taxa de vitórias da equipe com ele é de 72%, enquanto sem sua presença cai para 55%. Mesmo não estando em sua melhor forma, Neymar ainda consegue elevar o nível da Seleção Brasileira com sua visão de jogo e capacidade de decisão.
Vinícius Júnior, apesar de seu talento e destaque no Real Madrid, ainda não demonstrou a mesma capacidade de liderança na seleção. Compará-lo a Neymar neste momento ignora o peso histórico e a responsabilidade que o jogador do PSG carrega.
A conclusão é clara: Neymar não pode ficar fora da Copa do Mundo de 2026. Sua ausência representaria um risco real de fracasso, e o Brasil, sem ele, deixa de ser protagonista, tornando-se apenas mais um time. A possibilidade de eliminação na fase de grupos se torna uma preocupação concreta.
Por outro lado, Luiz Henrique, atacante do Zenit (RUS), merece destaque por sua atuação no amistoso contra a França e em outras convocações, sendo considerado o melhor jogador em campo desde sua entrada.

