O inquérito policial que investiga a morte do detento Ramon de Oliveira Machado foi concluído nesta terça-feira, 10 de março de 2026. O crime ocorreu no Presídio Regional de Araranguá, em Santa Catarina, no dia 20 de fevereiro.
A apuração revelou que Ramon foi assassinado a golpes de estilete por outros detentos. A Polícia Civil indiciou três suspeitos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e fraude processual, por terem destruído provas do crime.
O detento Romário, que confessou a autoria do crime, não foi o único envolvido no assassinato. A investigação apontou que ele e Ramon tinham uma desavença, o que pode ter motivado o crime.
No dia do assassinato, Ramon estava jogando baralho na entrada do alojamento, onde estavam outros 27 detentos. Três deles, conhecidos pelos apelidos Ceifador, Fantasma (apelido de Jean) e Romário, foram até os fundos do alojamento, conversaram rapidamente e, ao retornarem, Ceifador desferiu o primeiro golpe na altura do rosto de Ramon, seguido de um segundo golpe na nuca.
Ramon tentou se refugiar em uma das camas, mas foi golpeado repetidamente pelos outros detentos. O delegado responsável pelo caso, Jorge Ghiraldo, confirmou que a vítima sofreu 160 perfurações.
Após o crime, Romário arrastou o corpo de Ramon até o banheiro, lavou-o com água sanitária e descartou as roupas e os estiletes utilizados no vaso sanitário, dificultando a recuperação dos objetos. A lavagem teve como objetivo destruir as impressões digitais, segundo relatos de outros detentos.
Romário, em seguida, arrastou novamente o corpo até a entrada do alojamento, bateu insistentemente na porta, levantou o corpo da vítima e ergueu o estilete, confessando o crime. O inquérito foi remetido à autoridade judiciária e agora está sob apreciação do Ministério Público.


