Dia da Mulher: 5 livros escritos por autoras femininas para ler

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é importante reconhecer a contribuição das autoras femininas à literatura. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), publicada em 2024, 49% das mulheres e 44% dos homens possuem o hábito da leitura.

Esse dado ganha relevância ao refletir sobre a luta por direitos e igualdade, especialmente no campo cultural, onde a produção feminina foi historicamente invisibilizada. Ana Paula Aguiar, autora de História do Sistema de Ensino pH, destaca que ao evidenciar obras escritas por mulheres, especialmente para o público jovem, amplia-se o repertório cultural e simbólico dos leitores.

Confira abaixo cinco indicações de obras literárias escritas por autoras mulheres selecionadas pela especialista:

1. Venham e juntem-se a Mim (1974) – Maya Angelou, Estados Unidos
Esta autobiografia revisita a juventude de Maya nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra, narrando a experiência de ser uma mulher negra em um contexto marcado pelo racismo estrutural. A obra combina memória pessoal e reflexão social, construindo um retrato íntimo sobre formação e resiliência. Ana Paula observa que é uma “leitura potente sobre identidade, dignidade e resistência”.

2. As Meninas (1973) – Lygia Fagundes Telles, Brasil
O romance entrelaça as trajetórias de jovens mulheres durante a ditadura militar brasileira, explorando as tensões entre desejo, moral e liberdade. Lygia revela como o contexto autoritário afeta as relações e subjetividades, tornando a narrativa sensível sobre conflitos individuais e coletivos.

3. Canção para ninar menino grande (2018) – Conceição Evaristo, Brasil
A coletânea articula contos que abordam raça, gênero, violência e memória, transformando experiências marginalizadas em literatura. Com linguagem poética, Conceição expõe as marcas do racismo e da desigualdade social, afirmando afetos e ancestralidade como forças de resistência.

4. E não sobrou nenhum (1939) – Agatha Christie, Reino Unido
Clássico do romance policial, a obra combina suspense com uma investigação moral sobre culpa e responsabilidade. Ana Paula destaca que é uma obra que “amplia o repertório dos estudantes ao apresentar uma autora que rompeu barreiras em um gênero dominado por homens”.

5. Norte e Sul (1855) – Elizabeth Gaskell, Reino Unido
O romance acompanha Margaret Hale em sua mudança do sul rural para o norte industrial da Inglaterra, iluminando as transformações sociais do século XIX. Gaskell articula crítica social e desenvolvimento psicológico da protagonista.

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