No Dia Internacional da Mulher, a força feminina na educação é celebrada por meio de quatro reitoras de universidades públicas do Rio Grande do Sul. Na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a reitora Jenifer Saffi destaca a representatividade feminina, com 70% de mulheres entre alunas, servidoras e docentes. ‘Essa universidade é muito especial. Sempre teve reitoras mulheres. Este ano nós estamos comemorando 18 anos de universidade’, afirma.
A UFCSPA oferece 16 cursos de graduação e 12 de pós-graduação, com a reitora ressaltando que ‘a universidade significa vidas. Muitas mulheres que entram aqui não teriam outra oportunidade.’
A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)</strong) é liderada pela reitora Martha Bohrer Adaime, que tem uma trajetória de vida ligada à instituição. 'Eu depositei a minha vida na UFSM', relata. Ela também menciona as barreiras de gênero enfrentadas ao longo da carreira: 'Quando a gente vai ascendendo aos cargos, a gente vai notando algumas dificuldades.'
Na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a reitora Ursula Rosa da Silva, mestre em Filosofia e doutora em História, carrega a responsabilidade social inspirada por sua mãe. ‘A gente passa com a responsabilidade de que o teu papel seja transformador’, afirma.
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) é comandada pela reitora Márcia Barbosa, física reconhecida pela Forbes como uma das dez brasileiras que transformam a ciência. ‘Não aceito que as pessoas tentem me colocar em caixas. Eu sou essa pessoa’, diz Márcia, que também ocupa um cargo no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ela acredita que a diversidade é eficiente: ‘Tem dados que mostram que quando tem pessoas diferentes para resolver um problema, o problema é melhor resolvido.’
As quatro reitoras se tornaram referências para as estudantes que chegam às universidades com expectativas e a certeza de que podem ir longe. Elas reafirmam que o lugar das meninas é onde elas quiserem estar.

