Dia Internacional da Mulher: cinco cuidados essenciais para a saúde feminina

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), destaca as conquistas sociais e os desafios no combate à desigualdade de gênero. No contexto da saúde, as mulheres enfrentam mudanças significativas em cada fase da vida, que exigem cuidados além da prevenção do câncer.

Entre os principais cuidados estão a realização periódica de exames preventivos, especialmente para o câncer de colo de útero e de mama. A escolha de métodos contraceptivos também é fundamental, garantindo o bem-estar e a saúde das mulheres. Consultas ginecológicas são essenciais para a prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), além de priorizar a saúde mental, evitando transtornos psicológicos.

A manutenção de um estilo de vida saudável inclui a prática regular de atividades físicas, uma boa alimentação e o autocuidado. O diagnóstico precoce de doenças específicas do sexo feminino é crucial para um tratamento eficaz.

No Sistema Único de Saúde (SUS), a maioria dos atendimentos começa nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Durante as consultas, médicos podem solicitar exames laboratoriais e de imagem, que também são oferecidos pelo SUS. A médica ginecologista Raquel Autran afirma: “O motivo da busca da mulher ao consultório é para fazer check-up, fazer rastreamento de algumas doenças, se preparar para engravidar.”

Manter hábitos saudáveis é vital para a prevenção de doenças. O Ministério da Saúde recomenda dietas que priorizem alimentos in natura e a redução do consumo de ultraprocessados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica por semana para adultos saudáveis.

O planejamento reprodutivo é um recurso importante para a saúde das mulheres, permitindo um espaçamento adequado entre os nascimentos e a recuperação do organismo após o parto. A ginecologista Ana Flávia Hostalácio destaca que “a fertilidade feminina é finita e está extremamente atrelada à idade”. Conhecer o próprio corpo é essencial para estabelecer planos reprodutivos a longo prazo.

Cuidados com a saúde íntima são fundamentais para evitar infecções e inflamações. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) alerta que a candidíase é uma infecção vaginal comum, atingindo 52% das mulheres brasileiras ao menos uma vez na vida. A ginecologista Marcia Terra Cardial recomenda que as mulheres façam higiene genital adequada e consultem um médico em caso de dúvidas.

Diversos métodos contraceptivos estão disponíveis, como preservativos, pílulas e dispositivos intrauterinos, todos acessíveis pelo SUS. A escolha do método deve ser individualizada, levando em conta o perfil de cada paciente.

A saúde mental feminina é impactada por fatores socioculturais e econômicos. A OMS aponta que mulheres e jovens foram mais afetados pelas consequências sociais e econômicas da pandemia de Covid-19. A identificação e transformação desses fatores são essenciais para prevenir problemas psicológicos graves.

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