Dia Internacional da Mulher: Teresinenses falam sobre lutas e conquistas

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, mulheres de Teresina compartilham suas histórias de luta e superação. A data, reconhecida oficialmente pela ONU em 1975, destaca a importância da igualdade de gênero e o direito à segurança.

Doralice Moraes, de 47 anos, é uma das mulheres que trabalham no Shopping da Cidade. Mãe solteira, ela começou a trabalhar aos 17 anos e sustentou sua filha, que atualmente cursa biomedicina, através de diversos empregos. ‘Queria que os governadores olhassem mais para as mães que batalham sozinhas’, afirmou Doralice.

Jéssica da Costa Silva, de 32 anos, também compartilha sua experiência. Ela trabalha como vendedora durante o dia e canta à noite para complementar a renda. Mãe de quatro filhos, incluindo um autista, Jéssica enfrentou dificuldades para equilibrar trabalho e maternidade. ‘Ser mãe de quatro crianças não é fácil de organizar, mas é maravilhoso’, disse.

Raquel Rios Ferreira, de 51 anos, é a única mulher na equipe de segurança do shopping. ‘As pessoas acham que a gente não é capaz, mas temos uma força muito grande’, declarou Raquel.

O medo do assédio é uma preocupação constante para muitas mulheres. Em 2025, o Piauí registrou 2.045 casos de violência sexual contra mulheres, incluindo 664 importunações sexuais e 341 estupros. Maria Luana Marques, de 23 anos, relatou que lida diariamente com o assédio. ‘É o medo de sair com certas roupas na rua’, disse.

A empresária Isabel Maria Riveira enfatizou a importância do apoio entre mulheres para enfrentar a violência. ‘Nós não somos culpadas e não podemos deixar isso acontecer’, afirmou. Ela pediu por leis mais rígidas e respostas efetivas para crimes contra mulheres.

Apesar dos desafios, as mulheres continuam a lutar. ‘Não tenham medo, somos capazes de fazer de igual para igual’, incentivou uma das participantes. As leis piauienses, como a nº 8.804/2025, que garante aviso prévio a vítimas de violência, e a nº 8.824/2025, que cria um cadastro de condenados por violência contra a mulher, são passos importantes na luta por direitos.

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