As tensões no Oriente Médio aumentaram com o uso de diferentes tipos de armamentos por países como Irã, Israel e Estados Unidos. Entre os explosivos utilizados, destacam-se as bombas de fragmentação e as bombas de penetração, cada uma com características e propósitos específicos.
As bombas de fragmentação têm sido empregadas principalmente pelo Irã em ataques em grandes cidades de Israel. Esses explosivos podem ser colocados dentro de um míssil e, ao contrário de vários projéteis, não detonam ao impactar o solo. A detonação ocorre no ar, espalhando centenas de fragmentos em uma área equivalente a até três campos de futebol.
Esses explosivos menores, do tamanho de uma granada de mão, são disparados em direção horizontal e normalmente não têm como alvo infraestruturas fortificadas. Elas podem causar danos a tropas ou veículos militares leves. Com um custo aproximado de R$ 14 mil por unidade, apresentam uma relação custo-benefício vantajosa, pois um único lançamento pode atingir múltiplos alvos simultaneamente, evitando o disparo de vários mísseis.
No entanto, um tratado internacional de 2008 proíbe as bombas de fragmentação em mais de 100 países devido ao elevado risco de atingir civis e ao perigo representado por explosivos não detonados que permanecem no solo. O Brasil não é signatário desse acordo e possui uma indústria bélica forte, com esse tipo de explosivo sendo um dos líderes de vendas para outras nações.
Por outro lado, as bombas de penetração, utilizadas recentemente pelos Estados Unidos no ataque ao Estreito de Ormuz, têm uma função diferente. Projetadas para detonar apenas no subterrâneo, essas bombas conseguem perfurar o solo em alta velocidade, atingindo alvos como túneis e bunkers.
Os explosivos, lançados a partir de aviões militares, possuem uma estrutura reforçada chamada espoleta de retardo, que evita a detonação precoce. Cada unidade, pesando cerca de duas toneladas, custa não menos que R$ 3,5 milhões, sem contar os custos operacionais e logísticos.
Diferentemente das bombas de fragmentação, as de penetração não são proibidas por tratados internacionais, mas seu uso não é recomendado em grandes centros urbanos, pois a detonação subterrânea pode criar um efeito semelhante a um terremoto artificial, comprometendo fundações de edifícios civis e colocando vidas inocentes em risco.


