O STF (Supremo Tribunal Federal) enfrenta dificuldades para recuperar a credibilidade perdida, especialmente após o escândalo do Banco Master. As divisões internas na Corte, que sempre existiram, estão mais acentuadas e cercadas de desconfianças mútuas.
O presidente do STF acredita que a recuperação pode ocorrer por meio de um código de conduta. No entanto, outros integrantes da Corte consideram que o código não é eficaz e defendem investigações mais profundas, até mesmo contra colegas. Uma outra ala do Supremo rejeita o código, argumentando que ele seria uma confissão de culpa e que a Corte está sob ataque de interesses espúrios, incluindo da imprensa.
A situação atual do escândalo torna difícil imaginar uma saída para o STF sem que a credibilidade seja restaurada. As divisões internas resultam em paralisia em um ambiente onde a polícia e os vazamentos dominam os acontecimentos.
Não se sabe quais nomes ainda poderão ser envolvidos no escândalo, mas o impacto eleitoral já é evidente. A corrupção voltou a ser uma das principais preocupações dos eleitores, beneficiando a oposição e prejudicando o governo atual.
Com uma oposição que pode ter domínio do Legislativo, resta saber como lidarão com um Supremo que, no momento, parece sem direção clara. Até agora, não há uma resposta definida para essa questão, em parte devido ao escândalo do Banco Master.


