No dia 9 de março de 2026, o dólar fechou em baixa de mais de 1%, cotado a R$ 5,16. O movimento foi sustentado pela entrada de fluxo de capital estrangeiro no Brasil.
O Ibovespa teve valorização de 0,86%, alcançando 180,9 mil pontos. Apesar da aversão ao risco nos mercados internacionais, o Brasil apresentou desempenho relativamente melhor, especialmente suas petroleiras.
As ações da Petrobras (PETR4) subiram 2,37%, contribuindo para a alta do índice. Entre as ações de peso na B3, os bancos também tiveram desempenho positivo, com o Itaú (ITUB4) avançando 0,54% e o Santander (SANB11) subindo 0,29%. O Bradesco (BBDC4) encerrou o dia estável, enquanto o Banco do Brasil (BBAS3) desvalorizou 0,20%.
Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirmou:
““O Brasil é exportador relevante da commodity e o avanço dos preços tende a melhorar as contas externas e fortalecer o real.””
Ele acrescentou:
““Além disso, o diferencial de juros elevado e o fluxo cambial positivo no início de março contribuíram para sustentar a moeda mesmo em um ambiente global instável.””
No exterior, as tensões geopolíticas relacionadas à guerra no Oriente Médio impactaram o mercado. O preço do petróleo brent chegou a disparar quase 20%, superando a cotação de 100 reais pela primeira vez em quatro anos, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, que é responsável por 20% do transporte marítimo de óleo e gás no mundo.
Embora o preço do petróleo tenha registrado alta, no fim do dia houve alívio, resultando em uma queda de 3,73%, com cotação de 89,23 dólares. O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou o envio de embarcações navais para tentar reabrir gradativamente o Estreito de Ormuz.
Em relação à economia brasileira, o Boletim Focus manteve a previsão da inflação para 2026 em 3,91%, segundo economistas consultados pelo Banco Central.


