O dólar abre nesta terça-feira (17) atento aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia suas operações às 10h.
Países da Europa e da Ásia resistem ao pedido do presidente dos EUA, Donald Trump, para enviar navios militares ao Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do petróleo mundial, em meio ao conflito entre EUA, Israel e Irã. Governos como Alemanha, Itália, Espanha, Japão e Austrália recusaram a participação, afirmando que o conflito não é deles.
O preço do petróleo voltou a subir, impulsionado pela escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente entre Estados Unidos e Irã. O risco de um ataque à Ilha de Kharg, responsável por cerca de 90% das exportações iranianas, e a instabilidade no Estreito de Ormuz elevaram o temor de interrupção na oferta. Os preços do petróleo Brent avançaram quase 3%.
A agenda econômica desta terça traz novos dados de inflação no Brasil, com a divulgação do IGP-10 de março pela manhã. Nos Estados Unidos, os destaques incluem números de emprego da ADP, vendas pendentes de imóveis e estoques semanais de petróleo, além de um leilão de títulos de 20 anos do Tesouro. À noite, o Japão publica a balança comercial de fevereiro.
O preço do petróleo atingiu os US$ 106 por barril em meio à escalada da guerra entre EUA, Israel e Irã, que já dura três semanas. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, aumentou as incertezas sobre oferta e transporte global. Desde o início do conflito, o Brent já acumula alta superior a 40%, pressionando os mercados e aumentando os temores de inflação global.
Em discurso na Casa Branca, Donald Trump reforçou seu apelo para que países europeus e asiáticos ajudem a reabrir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Ele destacou que os EUA obtêm menos de 1% do seu petróleo pelo estreito, enquanto países como Japão, China, Coreia do Sul e algumas nações europeias dependem muito mais dessa passagem.
Israel anunciou o início de uma operação terrestre “limitada” no sul do Líbano contra alvos do Hezbollah, com o objetivo de destruir infraestrutura do grupo e reforçar a defesa na fronteira. A ofensiva ocorre em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, após a retomada do conflito entre Israel e Hezbollah no início de março.
O mercado financeiro passou a prever um corte menor da taxa Selic na reunião do Copom desta semana, segundo o Boletim Focus do Banco Central. A expectativa é de redução de 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 15% para 14,75% ao ano, após a guerra no Oriente Médio elevar os preços do petróleo e aumentar os riscos de pressão inflacionária.


