O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou o desejo de afastar o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, do poder. A informação foi divulgada pelo The New York Times, que ouviu quatro pessoas ligadas às negociações entre os dois países.
De acordo com as fontes, os americanos sinalizaram aos negociadores cubanos que a saída de Díaz-Canel é desejada, mas deixaram os próximos passos nas mãos dos cubanos. Até o momento, não há pressão para ações contra os membros da família Castro, que continuam a ser os principais detentores do poder em Cuba.
Funcionários do governo Trump afirmam que a remoção de Díaz-Canel permitiria mudanças econômicas estruturais em Cuba, já que o consideram um líder linha-dura. Caso os cubanos concordem com a saída do presidente, essa seria a primeira grande reestruturação política resultante das negociações entre os dois países desde o início das conversas.
A saída de Díaz-Canel representaria uma vitória simbólica para Trump, permitindo que ele afirmasse ao público dos EUA que conseguiu derrubar um importante governante de esquerda, similar ao que ocorreu na Venezuela.


