O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (15) que os EUA podem em breve chegar a um acordo com Cuba ou tomar outras medidas. Ele fez essas declarações a repórteres a bordo do Air Force One durante um voo de volta a Washington.
“Cuba também quer fazer um acordo, e acho que muito em breve vamos fazer um acordo ou fazer o que tivermos que fazer”, disse Trump. Ele acrescentou que as conversas com Cuba estão em andamento, mas que o foco inicial será o Irã.
Os comentários de Trump ocorrem em um contexto de tensões elevadas entre Washington e Havana, após anos de sanções e disputas sobre migração e segurança. Aliados regionais e investidores estão atentos a qualquer sinal de mudança na política dos EUA em relação a Cuba.
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou na sexta-feira (13) que o país iniciou conversas com os Estados Unidos, em meio a uma grave crise econômica. “Essas conversas têm como objetivo buscar soluções, por meio do diálogo, para as diferenças bilaterais que existem entre as duas nações”, afirmou Díaz-Canel.
Ele expressou esperança de que as negociações possam afastar os dois países do caminho da confrontação. A crise econômica em Cuba foi agravada por interrupções no fornecimento de petróleo, levando a apagões rotativos e limitações em serviços públicos.
Nas últimas semanas, Trump mencionou que Cuba estaria à beira do colapso ou ansiosa para fechar um acordo com os EUA. Ele também comentou sobre a possibilidade de uma “tomada amigável” em relação a Cuba, embora tenha adicionado que “talvez não seja uma tomada amigável”.
Apesar do contato renovado, diferenças significativas permanecem entre os dois governos. Autoridades americanas indicaram que qualquer alívio da pressão sobre Cuba dependerá de concessões políticas e econômicas de Havana, enquanto líderes cubanos insistem que as negociações devem respeitar a independência da ilha.


