Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj em votação relâmpago

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma votação convocada de última hora nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, elegeu o deputado Douglas Ruas (PL) como novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A oposição boicotou a sessão e anunciou que entrará com uma ação judicial para contestar a eleição.

A presidência da Alerj ficou vaga após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassar, na terça-feira, o deputado Rodrigo Bacellar (União), que era o presidente da Casa Legislativa, embora estivesse afastado do cargo por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Com a cassação, o cargo ficou formalmente aberto, exigindo novas eleições, conforme prevê o regimento interno.

A eleição foi convocada com apenas três horas de antecedência, surpreendendo a oposição. O deputado Guilherme Delaroli (PL), que ocupava interinamente a presidência, desmarcou a sessão do colégio de líderes onde o assunto seria debatido e pautou a votação.

Apenas deputados aliados, que antes faziam parte da base do governo Cláudio Castro, participaram da votação. Ruas assumiu a mesa sob gritos de “golpistas” dos deputados da oposição, que se recusaram a participar da votação. Ele recebeu 45 votos e discursou brevemente no plenário após o resultado.

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““O estado do Rio de Janeiro passa por momento de excepcionalidade jamais visto antes”, disse Ruas.”

O novo presidente afirmou que “independente de ideologia partidária e posicionamento político, todos os parlamentares terão diálogo aberto, mas sempre respeitando o parlamento e a maioria, sabendo que o plenário é soberano”. Ruas também mencionou que garantirá o funcionamento de “serviços públicos”.

A fala foi interpretada como uma sinalização sobre sua intenção de assumir o governo do estado, em substituição ao presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto, o que o colocaria à frente do processo de eleição indireta para governador. O PL planeja que Ruas dispute o mandato-tampão, embora as regras sobre a eleição indireta ainda estejam em votação no STF.

Dos 70 deputados da Alerj, 25 não compareceram à sessão, e ao menos 23 acompanharam a votação do lado de fora do plenário.

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