Dr. Furlan renunciou ao cargo de prefeito de Macapá nesta quinta-feira (5) para concorrer ao governo do Amapá. Ele afirmou que a decisão já estava prevista para que pudesse se dedicar à pré-campanha e não tem relação com a operação Paroxismo, que o afastou da prefeitura.
A renúncia foi formalizada em um ofício enviado à Câmara Municipal de Macapá. O presidente da Câmara, Pedro Da Lua (União), assumiu como prefeito interino. Furlan explicou que a renúncia estava programada para março, respeitando o período eleitoral, e não foi antecipada devido à operação da Polícia Federal.
““Já havia a expectativa da população em relação à minha pré-candidatura ao governo do Estado. Estamos no período da janela, em março, para que secretários, prefeitos e governadores anunciem suas candidaturas”, disse Furlan.”
Ele também comentou sobre o afastamento do vice-prefeito Mário Neto e afirmou que a equipe jurídica está trabalhando para garantir seu retorno ao cargo. Furlan expressou respeito pelas decisões judiciais, mas discordou do afastamento.
““Respeitamos o trabalho dos profissionais, da Polícia Federal e as decisões judiciais, mas discordamos frontalmente, tanto do afastamento quanto de outras questões que estão sendo levantadas”, afirmou.”
A operação Paroxismo investiga supostas fraudes em licitações da saúde em Macapá, envolvendo contratos milionários relacionados ao Hospital Geral Municipal. Além de Furlan e Mário Neto, a secretária municipal de Saúde, Érica Aymoré, e Walmiglisson Ribeiro da Silva, chefe do setor de licitação, também foram afastados.
O ministro Flávio Dino autorizou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão em estados como Amapá, Pará e Rio Grande do Norte. O Ministério Público Federal (MPF) alega que a Secretaria Municipal de Saúde foi estruturada para favorecer a empresa Santa Rita Engenharia Ltda., com exigências técnicas que afastaram outras empresas da concorrência.
Furlan defendeu sua gestão e afirmou que as acusações não procedem, garantindo que o cronograma físico-financeiro da obra do hospital está em dia. A obra está orçada em cerca de R$ 70 milhões.
““Essa acusação não procede. Provaremos isso durante o processo. O hospital municipal está operando a todo vapor, com o cronograma físico-financeiro em dia”, disse Furlan.”

