Economista avalia nomeação de Dario Durigan no Ministério da Fazenda

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A nomeação de Dario Durigan para o Ministério da Fazenda gera expectativas moderadas. O economista Bruno Perri, sócio da Fórum Investimentos, afirma que a mudança não deve impactar significativamente os mercados.

Perri destaca que Durigan possui um perfil técnico, o que, segundo ele, não é um problema no histórico brasileiro, mesmo sem formação direta em economia. O economista observa que trocas ministeriais ligadas a movimentos eleitorais costumam ter como palavra-chave a continuidade.

O especialista acredita que não é o momento para mudanças bruscas ou experimentações. A expectativa é que o novo ministro mantenha o rumo já estabelecido, atuando mais como um fiador da agenda do governo do que como um protagonista de mudanças estruturais.

Além disso, há uma expectativa sobre o estilo de Durigan. Perri sugere que ele será um ministro “menos vocal” do que Fernando Haddad, adotando uma postura mais discreta e técnica, o que pode ser bem recebido pelo mercado em determinados momentos.

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No entanto, o horizonte para Durigan parece curto. Perri considera improvável que ele permaneça no cargo em um eventual novo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que o histórico do presidente indica uma preferência por ministros com forte capacidade de articulação política.

A leitura predominante é a de que a nomeação de Durigan tem um prazo e uma missão bem definidos. Ele deve cumprir um papel de transição, mantendo a ordem até que o cenário político demande nomes mais voltados para o embate e a negociação.

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