O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, sua pré-candidatura à Presidência da República. Em um manifesto divulgado nas redes sociais, Leite avaliou o cenário nacional e afirmou que o Brasil enfrenta um ‘problema de direção’.
O governador defendeu a necessidade de uma nova relação entre os Poderes e a responsabilidade fiscal. ‘Não estamos diante de uma eleição comum. Estamos diante da escolha entre continuar administrando polarizações ou inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento’, disse.
Leite destacou a importância do reequilíbrio institucional e mencionou a necessidade de enfrentar ‘privilégios do setor público’ e ‘anomalias de funcionamento do estado brasileiro’. Ele citou casos como a Lava Jato, o Banco Master, além da ‘farra de emendas’ e ‘penduricalhos’ de supersalários.
O governador também defendeu a responsabilidade fiscal como uma ‘agenda de país’ e propôs um novo ‘pacto pela governabilidade democrática’. Ele afirmou que ‘sem coordenação entre os Poderes, não há reforma estrutural’.
Em suas declarações, Leite enfatizou a necessidade de reequilibrar as funções dos três Poderes, promovendo diálogo, transparência e uma visão de país. ‘Não faz sentido esperarmos resultados diferentes se nosso padrão não muda. Precisamos de uma nova lógica de funcionamento institucional e político que combine responsabilidade fiscal, metas claras, avaliações constantes de desempenho e foco consistente em educação, segurança, saúde e crescimento econômico com proteção social para famílias brasileiras’, afirmou.
Sobre a produtividade, o governador defendeu a desburocratização, a ampliação de parcerias na área de infraestrutura e uma estratégia nacional centrada na educação básica.
Além de Eduardo Leite, o PSD conta com outros dois possíveis candidatos ao Planalto: os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Paraná, Ratinho Jr.. No fim de janeiro, Caiado anunciou que deixou o União Brasil e publicou um vídeo ao lado dos outros dois governadores, comprometendo-se a apoiar o escolhido entre eles na disputa pela Presidência.

