O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), afirmou nesta quinta-feira (12) que pretende se apresentar como uma alternativa à polarização política no Brasil. Durante entrevista à Globonews, Leite destacou a importância de dialogar com eleitores de diferentes campos políticos.
“Quero conversar com os eleitores dos dois lados”, disse o governador durante sua participação no programa Em Ponto. Leite disputa internamente no PSD a indicação para concorrer à Presidência da República com os governadores Ratinho Júnior (PR) e Ronaldo Caiado (GO).
Ele ressaltou que a escolha do nome do partido deve considerar a capacidade de dialogar com um espectro amplo do eleitorado, além das pesquisas de intenção de voto. Leite afirmou que decidiu não se alinhar a nenhum dos principais polos políticos nas eleições passadas, o que, segundo ele, o credencia a dialogar com diferentes segmentos do eleitorado.
““Eu procurei manter a minha coerência de quem não se sente representado nem por Lula nem por Bolsonaro e quero conversar com os eleitores dos dois lados”, disse.”
O governador também mencionou que pesquisas indicam insatisfação de parte do eleitorado com os principais nomes da disputa, avaliando que há espaço para uma candidatura alternativa no cenário político. Ele enfatizou que mais importante do que os números atuais de intenção de voto é a leitura do humor do eleitorado e o grau de rejeição aos candidatos que hoje se destacam.
Leite minimizou os resultados de pesquisas que o colocam atrás de Ratinho Júnior, afirmando que, considerando a margem de erro, há empate técnico entre os três nomes do partido. Ele citou experiências anteriores em disputas eleitorais para afirmar que os cenários podem mudar ao longo da campanha.
““Quando fui candidato a prefeito, tinha 8% nas pesquisas contra um candidato com 40%. Para governador também comecei com números baixos e depois cresci”, disse.”
De acordo com Leite, a decisão sobre quem representará o PSD na disputa presidencial caberá ao presidente do partido, Gilberto Kassab, em diálogo com outras lideranças da sigla. A expectativa é que o partido defina até o fim deste mês qual dos três governadores será o candidato do PSD ao Palácio do Planalto.


