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Segurança

‘Ele veio atrás de mim, e eu implorei’, diz sobrevivente de chacina em padaria

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 06:44
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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Uma sobrevivente da chacina que resultou na morte de duas adolescentes e uma mulher em uma padaria de Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, falou pela primeira vez sobre o ocorrido. O crime aconteceu no dia 4 de fevereiro.

A jovem, identificada como Ana Júlia Fernandes, contou que implorou para que o atirador não a baleasse. ‘Ele veio atrás de mim e eu implorei. Falei com ele, moço, pelo amor de Deus, eu não, eu não e abaixei. Aí ele, eu não sei se ele tentou atirar, não sei se não tinha bala’, relatou.

Ana Júlia estava na padaria do pai quando Magno Ribeiro da Silva entrou e começou a disparar. Sua irmã, Emanuely Geovanna Rodrigues Seabra, de 14 anos, também estava presente e foi uma das vítimas. ‘Quando ele atirou na minha irmã, eu estava à frente dele e ele com a arma assim. Aí ele olhou para mim e eu fui diretamente para o balcão’, explicou Ana.

No dia 9 de março, o suspeito foi indiciado pela polícia por três feminicídios e uma tentativa de feminicídio. A investigação revelou que Magno demonstrava dificuldades em lidar com rejeições e já tinha registros de ameaças e perseguições contra mulheres.

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O crime deixou três pessoas mortas: Ione Ferreira Costa, de 56 anos, que era cliente da padaria e foi assassinada com dois tiros nas costas; Emanuely, de 14 anos, que trabalhava ao lado da irmã; e Nathielly Kamilly Fernandes Faria, de 16 anos, também funcionária do local. O atirador usava touca e capacete durante a ação.

A polícia havia apreendido um adolescente que era namorado de uma das vítimas, mas concluiu que ele não tinha participação na chacina.

TAGGED:Ana Júlia FernandeschacinaEmanuely Geovanna Rodrigues SeabraFeminicídioIone Ferreira CostaJustiçaMagno Ribeiro da SilvaMinas GeraisNathielly Kamilly Fernandes FariapadariaRibeirão das Neves
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